O papel imenso e branco no qual descarrego meus pensamentos, minha loucura, minha raiva e meu amor pela vida, é o melhor amigo em dias de solidão.
Solidão constante, mas não física. Solidão no sentido de; estar rodeado de pessoas e mesmo assim se sentir sozinho. Cercado de pessoas dúbias que não compartilham das mesmas idéias, que não compartilham de nada, pois, nada lhes interessa. Pessoas que surgiram na vida apenas para fazer figuração. Porém, são necessárias, pois, me fazem ver de que forma eu não quero ser e/ou agir.
Essas pessoas não percebem quão rápida é a vida para perdermos tempo apenas existindo. É preciso viver! As pessoas que apenas existem são entediantes, não enxergam a vida com a mesma intensidade das pessoas que a vivem. Isso me faz preferir o papel, que apesar de não viver, só existir, possibilita o externar das minhas idéias, da minha loucura, da minha raiva e do meu amor pela vida, e incrivelmente, não me acha louco nem anormal, apenas me compreende.
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terça-feira, 10 de março de 2009
O Papel e as Pessoas
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