Que sou eu senão reles matéria orgânica
alheia aos fenômenos da existência?
Um ser que deu por si com uma vaga sensação de liberdade,
para escolher, planejar e desejar tudo
que nunca saberá se foi o melhor a ser feito.
Pobre mortal!!!
Que espera ser matéria-prima de alguma coisa,
mas do quê?
Do fim? talvez.
E mesmo se fosse....
Seria um produto nobre?
Ou continuaria sendo esse mecanismo orgânico
exalando hipocrisia, medos, egoísmo,
todos esses maus sentimentos pertinentes à espécie?
Que seria eu se soubesse essas respostas?
Talvez, não suportasse e tivesse a dignidade de por um fim nisso tudo.
Ou talvez, me acovardasse mais uma vez diante da face da existência.
Nunca saberei ao certo!
Ao menos o fim seria minha decisão!
Mas a liberdade só me permite desconfiar...
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quarta-feira, 4 de março de 2009
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